INFÂNCIA E JOVEM ADOLESCENTE

junho 10, 2008 umseremevolucao

 

INFÂNCIA E JOVEM ADOLESCENTE

 

“O comportamento agressivo infantil e o comportamento dos jovens e adolescentes nos dias de hoje”

 

 

A infância é uma época estratégica na vida de uma pessoa, pois nela se faz o aprendizado básico e a preparação para toda a vida adulta.

 

Agressividade infantil, violência Juvenil, vandalismo nas ruas, crianças armadas nas escolas e muitas outras delinqüências…

 

Fatos que estão aparecendo com mais freqüência nos noticiários e que são uma mostra de como anda a situação dos agressivos infantis, dos jovens adolescentes.

 

Esses fatos vão surgindo como um fenômeno que se desenrola à surdina, ganhando corpo nos lares brasileiros e começando a preocupar a todos.

 

É cada vez maior o número de famílias, de todas as classes sociais, que procuram nos consultórios ajuda para lidar com o comportamento dos filhos e netos.

 

Especialistas afirmam que a agressividade pode ser uma reação normal e até saudável em certos casos. A questão é identificar quando esse comportamento deixa de ser aceitável para se tornar um problema.

 

A agressividade infantil não é um fato isolado que envolve apenas a criança. É um sintoma de que algo vai mal com a criança, com sua família e com o ambiente em que vive.

 

Estudos revelam que menos de 5% dos casos de agressividade são provocados por problemas cerebrais ou psiquiátricos, e esse número salta para 10% quando se leva em conta a depressão infantil, que também está aumentando assustadoramente.

 

No entanto, vamos colocar que 90% dos casos de comportamento agressivo de crianças e adolescentes têm relação com um ambiente familiar hostil de repressão, carência, rejeição ou negligência, e isso se manifesta como uma reação a essa situação.

 

Em geral (e normalmente isso acontece), a agressividade da criança é uma cópia do modelo que ela tem em casa. O que ela vê em casa, o que ela sente em casa, o que ela presencia em casa, tudo é uma forma de aprendizado.

 

Se ocorrerem espancamentos ou abusos na família, se os pais se relacionarem sem amor, obviamente a criança, o futuro adolescente, o futuro adulto, fará o mesmo com seus brinquedos (destruindo-os), fará o mesmo com seus animais de estimação, fará o mesmo com seus amigos e fará o mesmo com seus pais, maltratando-os, retornando a eles o ensinamento que obtiveram e que presenciaram em alguma situações do dia-a-dia familiar.

 

Depois, se não for ensinado à criança a substituir esses modelos de aprendizado dentro do próprio lar por outros mais adequados, isso se estenderá por toda a vida e ela somatizará esses sintomas de agressividade, que serão registrados no inconsciente e serão acionados durante vários episódios de sua vida, o que a levará a ter eternos desequilíbrios e conflitos, atrapalhando seu desenvolvimento ao longo dos anos.

 

Uma criança jamais pode ser avaliada isoladamente, sem seu contexto familiar. O modo positivo ou negativo como a família se relaciona repercute fortemente no comportamento infantil e menos no adolescente, embora também influencie. Assim, os pais têm um papel terapêutico indispensável no acompanhamento de uma criança.

 

Vamos apontar outra forma de comportamento familiar que pode induzir à agressividade: a permissividade, a ausência de limites, de regras, de valores claros. Infelizmente, nos dias de hoje, essa é a maior tendência que os pais usam com os filhos.

 

O sistema de valores da família é frouxo e as crianças são educadas para levarem vantagens a qualquer custo.

 

A noção do certo e do errado de uma criança é dada pelo adulto. Quando isso não ocorre, ela perde os seus referenciais, e a agressividade é um reflexo disso.

 

A violência da sociedade e a influência dos meios de comunicação, especialmente da televisão, também contribuem para a mudança no comportamento da criança, do adolescente e do futuro adulto, gerando uma carga emocional violenta, agressiva e superior a sua capacidade de absorver e processar essas informações, tornando-se muito fácil o armazenamento no inconsciente, pois nesta fase a mente é uma esponja onde capta tudo com grande facilidade; quando o estímulo agressivo comportamental que recebe é maior que sua habilidade de expressá-lo corporalmente, ela se desorganiza e desequilibra-se, tornando-se insuportável e inconveniente. Sendo assim, ela sinaliza que não está conseguindo lidar com tantos acúmulos de informações e por isso assim reage, mas na verdade isso é um sinal de alerta e tudo o que ela quer dizer é que necessita urgentemente de ajuda.

 

 

Picos de agressividade: na infância dos 3 a 5 anos e na adolescência dos 12 aos 16 anos. 

 

A televisão normalmente estimula a agressividade nos programas policiais transmitidos em horários em que as crianças deveriam estar brincando. Ela banaliza a violência, fazendo com que a criança a aceite como algo natural.

 

Assistindo a estes programas, as crianças ficam tão perturbadas que passam a ter pesadelos com mortes e cadáveres.

 

A mesma opinião se aponta também para os videogames, que são  indutores da agressividade por brutalizarem as crianças. “Tanto o mocinho quanto o bandido são violentos.” A violência é sempre recompensada e as crianças aprendem que essa é uma boa maneira de resolver as coisas.

 

Para reverter esta situação, sugiro às famílias a assumirem maior responsabilidade pelo que as crianças assistem na televisão,  desempenhando um papel mais ativo para reduzir seus efeitos nos filhos.

Eis aqui algumas sugestões:

1)    as crianças nunca devem assistir à televisão sem a presença dos adultos;

2)    os adultos devem atuar com os filhos, comentando o que estão vendo e apresentando para a criança uma outra opção de comportamento para o que estão assistindo;

3)    filmes e desenhos animados violentos e programas erotizados devem ser evitados pelo menos até os 12 anos de idade.

 

Quando as crianças têm crise de agressividade, os familiares costumam reagir da mesma forma, gritando, batendo ou xingando, e esse é exatamente o comportamento que deve ser evitado.

 

Algumas recomendações antes de agir:

·        Nunca reaja com violência e/ou com passividade. A contenção devolve à criança o limite físico que ela perdeu durante a crise. Não faça como punição ou com raiva, seja suave e firme. Passada a crise, converse com a criança. Deixe claro que aquela atitude prejudica a família e não é aceitável, mas evite culpá-la.

·        É muito importante que os pais tenham as rédeas da situação. Em vez de dizer para a criança “não faça isso!”, adote uma atitude positiva para o fato.

 

 

 

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