FOBIAS
FOBIAS
Abaixo relacionamos algumas fobias que o ser humano apresenta decorrente de seus desequilíbrios emocionais.
Acrofobia - medo de altura.
Afania - medo de perder a capacidade sexual.
Agorafobia - medo de espaços abertos.
Alodoxafobia - medo de opiniões.
Anemofobia - medo de correntes de ar ou vento.
Aracnofobia - medo de aranha.
Ataxofobia - medo de desordem ou desarrumação.
Automatonofobia - medo de ventríloquos, bonecos, criaturas animadas eletronicamente, estátuas de cera, de qualquer coisa que representa um ser consciente.
Bufonofobia - medo de sapos.
Claustrofobia - medo mórbido de espaços fechados.
Decidofobia - medo de tomar decisões.
Eclesiofobia - medo de igreja.
Elurofobia - medo de gatos.
Ergofobia - medo de trabalho.
Escatafobia - medo de material fecal.
Esclerofobia - medo de homens maus e ladrões.
Eurotofobia - medos dos órgãos genitais femininos.
Fobia social - medo de humilhação ou desconforto em locais públicos. Medo de estar sendo avaliado negativamente (socialmente).
Fobofobia - medos de fobias.
Fonofobia - medo de barulhos, de vozes ou da própria voz.
Gamofobia - medo de casar.
Gefirofobia, Gefisrofobia ou Gefidrofobia - medo de atravessar pontes.
Helenologafobia - medo de termos gregos ou terminologia científica complicada.
Mastigofobia - medo de castigo ou punição.
Misofobia - medo de ser contaminado com sujeira ou germes (também verminofobia - medo de Germes).
Neofobia - medo de qualquer coisa nova.
Nictofobia - medo de escuro ou de noite.
Octofobia - medo do número 8.
Oftalmofobia - medo de ser encarado, de estar sendo vigiado.
Onirofobia - medo de sonhos.
Ornitofobia - medo de pássaros.
Papirofobia - medo de papel.
Parafobia - medo de perversão sexual.
Siderodromofobia - medo de trens, ferrovias ou viagens de trem.
Sociofobia - medo da sociedade ou de pessoas em geral.
Tanatofobia - medo da morte ou morrer.
Telefonofobia - medo de telefones.
Xenofobia - medo de estranhos ou estrangeiros.
Zoofobia - medo de animais.
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umseremevolucao
EMOÇÕES E O PORQUE DEVEMOS FAZER TERAPIA

EMOÇÕES: POR QUE DEVEMOS FAZER TERAPIA?
O nome Emoção significa “movimento para fora” e descreve o efeito visível das emoções na nossa musculatura.
Cada emoção tem um comportamento muscular:
Na alegria, é de expansão.
No prazer, é de compartilhamento.
Na tristeza, é de encolhimento.
Na raiva, é de agressão.
No medo, é de contração.
Um novo ramo da Ciência começou a ser desenvolvido, pelo qual passou-se a entender como os processos mentais se transformavam em emoções e comportamentos.
Como tudo o que acontece no sistema nervoso é levado para todas as células do organismo, ficou claro que cada célula sabe o que se passa em todas as outras células do nosso corpo.
A produção de emoções vai influenciar, portanto, o estado de todo o nosso organismo pelas vias de comunicação mente/corpo e as células vão sentir e se comportar de acordo com o tipo de emoção que esteja predominando no momento.
As moléculas das emoções que produzimos pelos nossos pensamentos (que são criados a todo instante) vão influenciar e determinar o estado de saúde ou de doença do nosso organismo.
Elas podem ser alegria, medo, ansiedade ou raiva. Nós precisamos nos educar emocionalmente, modificar nossos pensamentos e nossas atitudes para que nosso organismo funcione bem. A ausência de educação emocional adequada pode provocar inibições, bloqueios, receios, insegurança, instabilidade, frustrações, estresse, ansiedade, depressão e muitos outros distúrbios gerados pela falta de educação emocional.
Se você está com algum problema emocional e isso está tirando seu sono, não tente se enganar: o autotratamento não existe, não adianta se acomodar que não vai resolver o problema, isso só vai somatizar e complicar ainda mais sua situação, gerando mais complicações de saúde.
Saiba que todos nós precisamos de ajuda, e de ajuda profissional. Por isso, convido você a fazer terapia, iniciando um tratamento para eliminar e equilibrar o emocional que atrapalha seu convívio, seja ele familiar, profissional ou afetivo.
Faça terapia! Isso ajudará você a encontrar o Equilíbrio Emocional, passando, assim, a ter “Prazer Em Viver” !!!
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umseremevolucao
INSEGURANÇA
INSEGURANÇA
A cada dia, o mundo nos cobra mais decisões.
Muitas vezes uma decisão que, à primeira vista, nos parece pequena e simples, pode mudar nossa vida.
A importância cada vez maior das menores decisões nos torna impotentes, indecisos e principalmente inseguros, pois a cada minuto temos nosso futuro em nossas mãos.
Estou desanimada e insegura porque está chovendo e eu não tenho coragem de sair, todos vão me ver molhada por causa da chuva… Estou insegura o bastante porque tenho contas a pagar… Eu me sinto insegura porque não consigo emprego e porque não tenho dinheiro… Sou insegura porque não tenho a aparência que gostaria de ter… Sinto-me insegura porque ainda não fui valorizada profissionalmente… Sou insegura porque ainda não encontrei o amor da minha vida… Estou insegura porque a pessoa que quero não me quer… Porque isso… Porque aquilo…
É assim que os inseguros agem na maioria das vezes. Esses são alguns dos conflitos que ouço diariamente quando atendo meus pacientes em meu consultório.
Os conflitos causam insegurança, medo e separações desnecessárias.
Os altos e baixos, as doenças, as confusões, as lutas e a infelicidade que às vezes vivenciamos fazem parte de nossa existência.
Nosso conflito interior e exterior surge por obra de valores cambiantes e contraditórios, baseados no prazer e na dor. A causa de nossa luta é procurarmos descobrir um valor que seja inteiramente satisfatório, invariável e não perturbador; procuramos um valor permanente que proporcione pensamento sem vestígios de dúvida ou de dor. Nossa luta constante baseia-se nesta exigência de segurança permanente: queremos segurança nas coisas e nas relações, sejam elas afetivas, familiares ou profissionais.
Sem se compreender o problema da insegurança, não é possível a segurança. Se buscarmos segurança, não a encontraremos; a busca da segurança acarreta a destruição da própria segurança. É necessária a insegurança para a compreensão da realidade, mas uma insegurança que não seja o oposto da segurança. Uma mente bem ancorada, uma mente que se sinta segura em algum refúgio, jamais pode compreender a realidade. O desejo de segurança gera a indolência, tornando a mente-coração inflexível e insensível e impedindo o estar acessível à realidade. Na profunda insegurança é nos dada a percepção da Verdade.
Porém, necessitamos de uma certa segurança para vivermos: alimento, vestuário e morada - sem isso não é possível a existência. Seria relativamente simples organizar e distribuir eficientemente os recursos necessários à vida, se ficássemos satisfeitos apenas com o provimento de nossas necessidades fundamentais de cada dia. Não haveria egoísmo nem nacionalismo; não haveria expansão competitória nem crueldade; não haveria necessidade de governos soberanos separados; não haveria guerras se ficássemos inteiramente satisfeitos com o provimento de nossas necessidades diárias. Entretanto, assim não o é.
No entanto, por que não é possível organizar os meios de atender às nossas necessidades? Não é possível em virtude do conflito incessante de nossa vida cotidiana, com sua avidez, sua crueldade e seus rancores. Não é possível porque nos valemos de nossas necessidades como meios para satisfação de nossas exigências psicológicas. Não é possível porque interiormente somos estéreis, vãos, destrutivos, servimo-nos de nossas necessidades como meio de fuga. E assumem elas, por isso, importância muito maior do que realmente têm. Tornam-se, psicologicamente, de suma importância. Os valores mundanos ganham, assim, enorme significado. A propriedade, o nome e o talento tornam-se meios para se galgarem posições, para se alcançar o poder e a dominação.
Relativamente às coisas feitas pela mão ou pela mente, vivemos em perene conflito; por esse motivo, a elaboração de planos econômicos para a existência converte-se no problema predominante. Desejamos coisas que criem a ilusão de segurança e conforto, mas que apenas nos trazem conflito, confusão e antagonismos. Perdemos, na segurança das coisas produzidas pelo intelecto, aquela felicidade da Realidade criadora, cuja natureza intrínseca é a insegurança. A mente que busca a segurança vive em perene temor: jamais tem alegria, jamais experimenta o estado de potência criadora. A forma suprema do pensar-sentir é a compreensão negativa, e a sua verdadeira base, a insegurança.
Todo mundo tem um pouco de insegurança, temos apenas de perceber o quanto isto passa do normal para a insegurança anormal, aí então precisamos de ajuda psicanalítica.
Todo mundo tem medo de perder o amor da mãe, do pai, do filho, dos amigos, do companheiro. Todo mundo tem medo de perder o emprego, de se achar dispensável a qualquer momento, mesmo que sua competência profissional seja pública e notória…
A insegurança está lá, latente, correndo pelo sangue, amedrontando o dia-a-dia.
Quando essas inseguranças inerentes à espécie humana tornam-se exageradas, é necessário parar para pensar e, em uma atitude saudável, pedir ajuda.
Da onde vem a insegurança?
As sensações de segurança e de insegurança fazem parte da constituição do psiquismo e vai depender das vivências de satisfação e frustração que o bebê recebe ainda no ventre da mãe e das cargas emocionais que tem relação com o meio-ambiente.
A mãe passa a insegurança para o bebê muito antes de ele nascer. Quem sabe se a mãe não atendeu a criança como devia, deixando-a sob ameaça de maus cuidados, e ela se sentiu inseguro(a), mal cuidado(a), mal amado(a)? Talvez, na infância, você tenha se sentido responsável pelas frustrações que sofreu. Afinal, toda criança é auto-referente, julga-se culpada e isto fica registrado em seu inconsciente que, com o passar dos anos, vai ser desenvolvido nos acontecimentos de sua vida, gerando insatisfações, insegurança, medos e muitos outros sintomas emocionais.
Se a criança foi mais satisfeita do que frustrada, ela vai ter as inseguranças comuns de todos, algumas delas até saudáveis, como, por exemplo, o medo diante de situações reais de perigo.
Porém, se ela foi mais frustrada do que satisfeita, vai se sentir ameaçada, vai sentir que não tem o bastante, talvez (e esse é o maior perigo!) porque não o mereça!
Cada um deve avaliar a intensidade de suas inseguranças. Se elas estiverem causando grande sofrimento ou impedindo um relacionamento amoroso satisfatório, não tenha dúvidas: procure ajuda de um terapeuta psicanalista!
A fase gestacional é a mais importante da vida do ser humano. É daí que vêm todas as sensações emocionais, todos os equilíbrios e os desequilíbrios que se desenvolverão no decorrer dos anos de sua existência.
A insegurança emocional afetiva afeta muitos casais e é muito comum nos dias de hoje. A desarmonia prevalece por causa desse sentimento emocional.
De repente, surge aquela estranha aflição. Parece que tudo vai bem, vocês se encontram sempre, é bom, gostoso e gratificante, mas lá no fundo há um certo medo de não ser realmente amado(a) e que, talvez, tudo se acabe.
Quem sabe uma outra pessoa mais interessante aparecerá no caminho do(a) parceiro(a)?
Esta sensação de estar sob ameaça constante se chama insegurança. Não se trata de se sentir ameaçado(a) em uma rua escura e deserta de uma cidade perigosa. Este é um perigo real.
A insegurança emocional nem sempre reflete a realidade. Ela se caracteriza por um sentimento de inferioridade, de quem não se acha digno de ser amado(a), de que não é possível que alguém ame uma pessoa tão comum e sem atrativos.
A pessoa insegura pensa que certamente surgirá alguém melhor do que ela para seu parceiro. Ou que talvez já exista, tentando roubá-lo de si.
Por não acreditar em si mesmo, o(a) inseguro(a) tem a impressão de que, a qualquer momento, perderá o ser amado.
O relacionamento com um(a) parceiro(a) inseguro(a)
Para começar, o parceiro(a) de uma pessoa insegura deve ter muita paciência.
Ele deve ser, além de parceiro(a), uma espécie de mãe(pai), sempre disponível para levantar o astral do outro, acolher suas inseguranças e mostrar o quanto ele merece ser amado. Fora isso, deve compreender e perdoar os exageros e atitudes insanas, fazendo-o entender que necessita de ajuda psicanalítica, pois seus comportamentos e atitudes não são normais.
O problema é que nem sempre o parceiro(a) quer ficar nesse lugar de mãe(pai) de um bebê chorão. Ele quer um companheiro(a) maduro(a) com quem possa se relacionar, trocar afeto e se complementar como ser humano.
O inseguro deve tentar conter esses impulsos infantis, senão ficará cada vez mais abandonado, porque, sem limites, a convivência com o parceiro(a) se tornará, aos poucos, insuportável. E, se não resultar em separação, será sem dúvida um cotidiano de muito sofrimento.
Não se deixe levar pela insegurança se seu parceiro(a) conhecer outras pessoas atraentes e mantiver um relacionamento de amizade com elas. Lembre-se de que ninguém poderá substituí-lo(a), pois você é único(a) e especial. Foi você quem ele(a) escolheu para estarem juntos nesse momento.
· Você acha que há muito mais gente interessante do que você e seu(sua) parceiro(a) facilmente perceberá isso?
· Você acha que, no seu trabalho, qualquer um poderia fazer melhor do que você?
· Você se irrita quando seu(sua) parceiro(a) faz algo de muito extraordinário e você se sente inferior?
· Você acha que tem medo de ficar sozinho(a)?
· Você sente que algo de ruim pode acontecer a qualquer momento?
Você se encaixa em algumas ou em todas estas frases que eu disse anteriormente? Então, com certeza se sente uma pessoa emocionalmente insegura. É bom começar a pensar em como ganhar um pouco mais de segurança, determinação e auto-estima, procurando ajuda psicanalítica.
O homem inseguro
O homem inseguro tem uma forte sensação de ser incapaz. Ele procurará uma profissão que esteja abaixo de suas capacidades para poder sentir segurança de que poderá cumprir suas tarefas. Talvez ele pudesse fazer muito mais, mas, por insegurança, prefere o caminho mais firme das coisas mais fáceis. Ele jamais vai se aproximar de uma mulher muito bonita, bem-sucedida e desejada.
O inseguro vai desejá-la, mas jamais se sentirá à altura para poder conquistá-la. E, mesmo se ela se interessar por ele, ele não acreditará nesta possibilidade. Tentará uma desculpa para afastar-se. Vai procurar outra menos favorecida com quem ele se sinta mais à vontade. Ao lado de uma mulher exuberante, sua baixa auto-estima, sua pequenez, se agravará e se tornará insuportável.
O homem inseguro vive com ciúme e até mesmo com inveja, muitas vezes disfarçando esse sentimento e aparentando uma falsa indiferença pela mulher. No fundo, porém, ele se acha inferior a ela e teme que ela arranje outro melhor do que ele.
A mulher insegura
A insegurança feminina tem origem no medo de não ser amada e pode afetar tragicamente sua estrutura emocional.
Por não se achar digna de amor, a mulher pode fazer tudo para conquistar pequenas provas de afeição e se transformar em uma escrava.
Só que homem nenhum ama uma escrava, apenas a escraviza. Ela vai gastar todas as suas energias fazendo sacrifícios e as provas de amor não virão a contento.
A mulher insegura põe em dúvida até sua condição feminina. Pode achar o fato de ser mulher uma desvantagem e, assim, viver desconfortavelmente neste sexo. Vai tentar agir com a coragem dos homens, embora seja uma mulher frágil, insegura e carente. Não vai convencer nem a si mesma, muito menos ao seu objeto amoroso.
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umseremevolucao
DIFERENTES TIPOS DE EMOÇÕES

DIFERENTES TIPOS DE EMOÇÕES
Baixa auto-estima: é o fator preponderante para a infelicidade pessoal e para o relacionamento com outras pessoas, em razão do desrespeito a si mesmo.
Síndrome do Pânico: medo de si mesmo. Irracionalmente desequilibra a pessoa mal-estruturada na infância, por educação deficiente dos pais. É um medo incontrolável causando comportamento de perturbação grave psicossocial, onde as pressões emocionais amedrontam, gerando temores muitas vezes injustificáveis.
Medo da morte: a dor da separação física de qualquer pessoa conhecida prolonga-se por um largo período de tempo. A princípio traumatizante, o medo do fim é um sentimento de conflito, com grandes cargas energéticas negativas e desequilibradas e com caráter autopunitivo e não-afetivo, projetando conflitos retidos no inconsciente e aumentando quadros de revolta, desespero e depressão.
Raiva: ninguém deve se envergonhar por causa dela. O que deve se evitar é o prejuízo pelo remoer do fato que a gerou, a autocompaixão por sentir-se injustiçado e o desejo de vingança, revidando a agressividade pelo sofrimento obtido. Quando a pessoa ativa as lembranças de raiva que foram arquivadas no seu inconsciente, todos os incidentes desagradáveis que estavam encobertos com uma leve camada de esquecimento se tornam vivos no momento. A raiva instala-se com facilidade nas pessoas que perderam a auto-estima; nesse caso, a insegurança interior se vitaliza e a pessoa mantém-se em conflito e não racionaliza as ocorrências desagradáveis, produzindo danos físicos a sua própria saúde.
Ressentimento: a raiva extravasada ou liberada no momento da agressão recebida pelo adversário toma uma forma hostil denominada ressentimento, que nada mais é do que uma experiência mal suportada e gravada no inconsciente de forma perturbadora. Aparece na condição de melancolia ou frustração e desinteresse pela vida, com mecanismo de culpa por não superar esse sentimento. Podem ocorrer tumores de origem desconhecida, transtornos neuróticos, distúrbios gástricos e interferência na estrutura das células, causando um grande estrago no organismo.
Lamentação/Autocompaixão: pessoas atormentadas que se deixam arrastar pelos temores normalmente buscam alívio e fugas espetaculares nas drogas, no fumo, no álcool ou nos jogos de azar, achando-se muito infelizes. Dotadas de autocompaixão injustificáveis, à qual se apóiam na preguiça física mental para não saírem da situação embaraçosa e negativa, consideram-se sempre vítimas da família, do grupo social, das leis do governo… ou do destino, o qual poderia se reverter em mudanças interiores, adotando o vício do otimismo.
Amargura: as causas da amargura são registros do inconsciente em ocasiões passadas, onde a forma de melancolia, amargura, saudade e tristeza pode ser acionada por conflitos e traumas de infância. A elevação da auto-estima e a participação em atividades estimulantes podem restabelecer a saúde emocional do indivíduo, livrando-o das seqüelas da amargura.
Transtorno Bipolar: é um transtorno caracterizado por dois ou mais episódios de alteração do humor onde o nível de atividade do sujeito está profundamente perturbado: em algumas ocasiões ocorre uma elevação patológica do humor e um aumento da energia e da atividade (hipomania ou mania) em outras, ocorre um rebaixamento patológico do humor e uma redução da energia e da atividade (depressão). Pacientes que sofrem somente de episódios repetidos de hipomania ou mania são classificados como bipolares. Esse transtorno chama-se Psicose Maníaco-Depressiva.
Bruxismo: é um hábito parafuncional de ranger os dentes e constitui um dos mais difíceis desafios para a odontologia restauradora, sendo que a dificuldade para sua resolução aumenta de acordo com a gravidade do resgate dentário produzido.
Catarse: é um método que visa à eliminação das perturbações psíquicas, excitações nervosas, tensões, angústias, através da provocação de uma explosão emocional ou de outras formas, baseando-se na rememorização da cena e de fatos passados que estejam ligados àquelas perturbações. Ajuda o indivíduo a obter controle emocional e a enfrentar os problemas da vida. De acordo com Aristóteles, a palavra catarsis significa “limpeza da alma”. Utilizando hipnose, J. Breuer fazia reviver na mente do indivíduo, ou melhor, em sua memória, algumas cenas que estavam esquecidas, provocando o que se denomina “ab-reação”, ou seja, uma descarga afetiva com lágrimas e cólera.
Dislexia: é um distúrbio específico da linguagem caracterizado pela dificuldade em decodificar (compreender) palavras. Segundo a definição elaborada pela Associação Brasileira de Dislexia, trata-se de uma insuficiência do processo fonoaudiólogo e inclui-se freqüentemente entre os problemas de leitura e aquisição da capacidade de escrever e soletrar. Resumidamente podemos entender a dislexia como uma alteração de leitura. Apesar de a criança disléxica ter dificuldade em decodificar certas letras, não o faz devido a algum problema de déficit cognitivo. Normalmente esses pacientes apresentam um QI perfeitamente compatível com a idade.
Pensamento Obsessivo: é a intromissão indesejável de um pensamento no campo da consciência de uma maneira insistente e repetitiva, reconhecido pelo individuo como um fenômeno incômodo e absurdo. Portanto, para que seja obsessão, é necessário o aspecto involuntário das idéias.
Impulso: é o estimulo que possui força suficiente para levar a pessoa a realizar uma determinada ação. Qualquer estímulo pode vir a ser um impulso, desde que tenha uma intensidade que provoque a ação. O impulso leva o indivíduo a ter determinado comportamento ou a reagir de determinada maneira, até que o estímulo venha a ser reduzido ou eliminado, graças à ação provocada.
Mania/Crise de Mania/Episódio Maníaco: é definido como um período ou estado psíquico durante o qual existe um humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável. A perturbação do humor deve incluir auto-estima inflada ou grandiosidade, necessidade de sono diminuída, pressão por falar, fuga de idéias, distratibilidade, maior envolvimento em atividades dirigidas a objetivos ou agitação psicomotora e envolvimento excessivo em atividades prazerosas com um alto potencial para conseqüências dolorosas.
Neurose: a pessoa neurótica vive permanentemente em conflitos psíquicos, não conseguindo, desta forma, aproveitar prazerosamente a existência. Geralmente inicia-se na infância e acompanha o indivíduo por toda a vida. A psicoterapia é uma grande indicação para seu tratamento.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo: é igualmente comum em homens e mulheres, adultos, adolescentes e em crianças a partir dos 5 anos (idade aproximada). A maioria dos atos compulsivos diz respeito à limpeza (lavagem das mãos), verificação repetida de procedimentos, organização. São procedimentos compensatórios. Subjacente ao comportamento manifesto está o medo do perigo, e o ato ritual é uma tentativa simbólica de afastar o perigo.
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umseremevolucao
TRAUMAS E BLOQUEIOS
TRAUMAS E BLOQUEIOS
De modo geral, os aspectos do desenvolvimento emocional do ser humano ficam registrados, guardados e armazenados em nosso inconsciente e modificam nossas vidas, mas nem sempre de uma forma agradável como queremos.
Momentos de grande angústia nos tiram o sono, enquanto nos perguntamos qual o melhor caminho a trilhar.
Precisamos consultar o nosso juiz interno, muitas vezes confuso, e decidir o que é certo e o que é errado.
O coração pede por um lado, mas a razão argumenta e torce pelo outro, e aí se instala o conflito que causa ansiedade e angústia.
Quando dúvidas tão fortes aparecem, é até comum se desencadearem reações físicas no nosso corpo como mal-estar, baixa resistência a vírus, baixa imunidade a bactérias, dores pelo corpo, tonturas, enxaquecas, alterações na pressão sangüínea, hipertensão - é o emocional acionando o físico; começam a aparecer sintomas que nunca havíamos sentido antes, comprometendo nosso relacionamento diário, e passamos a ter um comportamento muitas vezes explosivo, agressivo e insuportável para com as pessoas que convivemos, que estão à nossa volta.
Dependendo das atitudes e das decisões que tomamos, mudamos totalmente o rumo de nossas vidas, mesmo que essa decisão, muitas vezes tensa, signifique uma perda definitiva e também desnecessária, tornando-se por muito tempo sofredora.
Dependendo também de como estas emoções foram arquivadas e registradas no nosso inconsciente e agridam nosso físico, vão instalando-se os famosos bloqueios, os traumas, os complexos, os problemas sexuais, e o desenvolvimento em todos os sentidos da vida passa a ser prejudicado, lento e conturbado, surgindo desentendimentos no lar, separações, brigas e desequilíbrios de uma forma geral.
O indivíduo não consegue se firmar profissional e financeiramente, permanecendo sempre com dúvidas e com insegurança em relação ao caminho a seguir em sua vida.
Hoje em dia muita gente vive se culpando por tudo. Principalmente as mulheres, que costumam viver cheias de remorso, por estarem acima do peso, por não terem amamentado o filho, por terem brigado com a mãe, com o marido ou com o filho, por pensarem em si próprias e esquecerem de alguém, por não terem feito isso ou aquilo antes e agora não dar mais tempo… “n” tipos de pensamentos de culpa.
Se seu ombro anda pesado demais, cuidado!
Imagine se a humanidade fosse isenta do sentimento de culpa! Seria um caos total, um verdadeiro Deus-nos-acuda, pois poderíamos perder o controle dos nossos instintos agressivos e destrutivos e sair atirando por todo o lado.
Apesar de ser essencial para evitar que as pessoas saiam por aí atirando por todo o lado, o sentimento de culpa em dose exagerada pode tornar-se uma prisão capaz de levar o organismo a responder com problemas físicos e emocionais. Com as cobranças, o homem moderno, além de adotar padrões sociais e éticos, enfrenta uma batalha pessoal pelas escolhas erradas que faz.
O limite entre o certo e o errado já não é tão definido.
Surgiram tantas exigências que as pessoas cobram de si a perfeição em tudo. Ser magro, esbelto, bonito, bem-sucedido, colaborar com o social, ser excelente profissional, excelente mãe, excelente dona de casa, deixar tudo em ordem, brilhar em tudo.
O alto índice de exigência da sociedade atual é um potente gerador de culpas e cobranças.
Muitas mulheres cobram eficiência e qualidade total em suas tarefas de mãe, esposa, profissional, amante, amiga e filha, não podendo falhar, não se permitindo errar!
Com o homem não é diferente. Se antes seu papel era só de provedor da família, hoje ele deve ser bom pai, bom marido, participativo, profissional exemplar e ainda muitos ajudam nos afazeres domésticos e na educação dos filhos.
Diante de tanta pressão, não é nada fácil dar conta de tudo.
Acumular muitas funções e não conseguir desempenhá-las direito pode ser pior do que você imagina. Quando você se dá conta, está mergulhado até o pescoço em um mar de sentimentos negativos. Haja culpa, haja cobrança…
O perigo é maior quando a pessoa acha que deve se punir por seus erros reais e imaginários.
O sentimento de culpa é um assunto sério. De acordo com as pesquisas realizadas por estudiosos da mente, 75% das pessoas que adoecem estão punindo a si mesmas.
A depressão e a síndrome do pânico são muito comuns em pessoas com elevado sentimento de culpa. E nesses casos em particular, a qualidade de vida dessas pessoas vai por água abaixo.
As pessoas que procuram autopunição costumam ter relacionamentos complicados, não se desenvolvem profissionalmente, tornando-se submissas, com dificuldades em impor limites e em sentir prazer na vida. Além disso, elas perdem também a auto-estima e o amor-próprio.
Não permita que isso atrapalhe sua vida! Faça terapia psicanalítica e viva mais tranqüilamente!
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INFÂNCIA E JOVEM ADOLESCENTE
INFÂNCIA E JOVEM ADOLESCENTE
“O comportamento agressivo infantil e o comportamento dos jovens e adolescentes nos dias de hoje”
A infância é uma época estratégica na vida de uma pessoa, pois nela se faz o aprendizado básico e a preparação para toda a vida adulta.
Agressividade infantil, violência Juvenil, vandalismo nas ruas, crianças armadas nas escolas e muitas outras delinqüências…
Fatos que estão aparecendo com mais freqüência nos noticiários e que são uma mostra de como anda a situação dos agressivos infantis, dos jovens adolescentes.
Esses fatos vão surgindo como um fenômeno que se desenrola à surdina, ganhando corpo nos lares brasileiros e começando a preocupar a todos.
É cada vez maior o número de famílias, de todas as classes sociais, que procuram nos consultórios ajuda para lidar com o comportamento dos filhos e netos.
Especialistas afirmam que a agressividade pode ser uma reação normal e até saudável em certos casos. A questão é identificar quando esse comportamento deixa de ser aceitável para se tornar um problema.
A agressividade infantil não é um fato isolado que envolve apenas a criança. É um sintoma de que algo vai mal com a criança, com sua família e com o ambiente em que vive.
Estudos revelam que menos de 5% dos casos de agressividade são provocados por problemas cerebrais ou psiquiátricos, e esse número salta para 10% quando se leva em conta a depressão infantil, que também está aumentando assustadoramente.
No entanto, vamos colocar que 90% dos casos de comportamento agressivo de crianças e adolescentes têm relação com um ambiente familiar hostil de repressão, carência, rejeição ou negligência, e isso se manifesta como uma reação a essa situação.
Em geral (e normalmente isso acontece), a agressividade da criança é uma cópia do modelo que ela tem em casa. O que ela vê em casa, o que ela sente em casa, o que ela presencia em casa, tudo é uma forma de aprendizado.
Se ocorrerem espancamentos ou abusos na família, se os pais se relacionarem sem amor, obviamente a criança, o futuro adolescente, o futuro adulto, fará o mesmo com seus brinquedos (destruindo-os), fará o mesmo com seus animais de estimação, fará o mesmo com seus amigos e fará o mesmo com seus pais, maltratando-os, retornando a eles o ensinamento que obtiveram e que presenciaram em alguma situações do dia-a-dia familiar.
Depois, se não for ensinado à criança a substituir esses modelos de aprendizado dentro do próprio lar por outros mais adequados, isso se estenderá por toda a vida e ela somatizará esses sintomas de agressividade, que serão registrados no inconsciente e serão acionados durante vários episódios de sua vida, o que a levará a ter eternos desequilíbrios e conflitos, atrapalhando seu desenvolvimento ao longo dos anos.
Uma criança jamais pode ser avaliada isoladamente, sem seu contexto familiar. O modo positivo ou negativo como a família se relaciona repercute fortemente no comportamento infantil e menos no adolescente, embora também influencie. Assim, os pais têm um papel terapêutico indispensável no acompanhamento de uma criança.
Vamos apontar outra forma de comportamento familiar que pode induzir à agressividade: a permissividade, a ausência de limites, de regras, de valores claros. Infelizmente, nos dias de hoje, essa é a maior tendência que os pais usam com os filhos.
O sistema de valores da família é frouxo e as crianças são educadas para levarem vantagens a qualquer custo.
A noção do certo e do errado de uma criança é dada pelo adulto. Quando isso não ocorre, ela perde os seus referenciais, e a agressividade é um reflexo disso.
A violência da sociedade e a influência dos meios de comunicação, especialmente da televisão, também contribuem para a mudança no comportamento da criança, do adolescente e do futuro adulto, gerando uma carga emocional violenta, agressiva e superior a sua capacidade de absorver e processar essas informações, tornando-se muito fácil o armazenamento no inconsciente, pois nesta fase a mente é uma esponja onde capta tudo com grande facilidade; quando o estímulo agressivo comportamental que recebe é maior que sua habilidade de expressá-lo corporalmente, ela se desorganiza e desequilibra-se, tornando-se insuportável e inconveniente. Sendo assim, ela sinaliza que não está conseguindo lidar com tantos acúmulos de informações e por isso assim reage, mas na verdade isso é um sinal de alerta e tudo o que ela quer dizer é que necessita urgentemente de ajuda.
Picos de agressividade: na infância dos 3 a 5 anos e na adolescência dos 12 aos 16 anos.
A televisão normalmente estimula a agressividade nos programas policiais transmitidos em horários em que as crianças deveriam estar brincando. Ela banaliza a violência, fazendo com que a criança a aceite como algo natural.
Assistindo a estes programas, as crianças ficam tão perturbadas que passam a ter pesadelos com mortes e cadáveres.
A mesma opinião se aponta também para os videogames, que são indutores da agressividade por brutalizarem as crianças. “Tanto o mocinho quanto o bandido são violentos.” A violência é sempre recompensada e as crianças aprendem que essa é uma boa maneira de resolver as coisas.
Para reverter esta situação, sugiro às famílias a assumirem maior responsabilidade pelo que as crianças assistem na televisão, desempenhando um papel mais ativo para reduzir seus efeitos nos filhos.
Eis aqui algumas sugestões:
1) as crianças nunca devem assistir à televisão sem a presença dos adultos;
2) os adultos devem atuar com os filhos, comentando o que estão vendo e apresentando para a criança uma outra opção de comportamento para o que estão assistindo;
3) filmes e desenhos animados violentos e programas erotizados devem ser evitados pelo menos até os 12 anos de idade.
Quando as crianças têm crise de agressividade, os familiares costumam reagir da mesma forma, gritando, batendo ou xingando, e esse é exatamente o comportamento que deve ser evitado.
Algumas recomendações antes de agir:
· Nunca reaja com violência e/ou com passividade. A contenção devolve à criança o limite físico que ela perdeu durante a crise. Não faça como punição ou com raiva, seja suave e firme. Passada a crise, converse com a criança. Deixe claro que aquela atitude prejudica a família e não é aceitável, mas evite culpá-la.
· É muito importante que os pais tenham as rédeas da situação. Em vez de dizer para a criança “não faça isso!”, adote uma atitude positiva para o fato.
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Saiba como controlar suas emoções
A raiva, o medo e a inveja são alguns dos sentimentos que nos ajudam a viver e a sobreviver. Fundamentais em doses moderadas podem botar tudo a perder quando tomam conta de nós. Solução? Aprenda a dominar as suas emoções!
Os sentimentos são uma espécie de leme que estabelece, direciona e corrige a rota da vida humana. Mais do que isto, sem eles, provavelmente morreríamos muito cedo, não existiria o conceito de propriedade privada, não haveria democracia, não haveria laços como os do casamento… A lista é imensa. Talvez por esta razão, os sentimentos não tiveram alterações ao longo de milhões de anos de evolução da humanidade.
“As emoções servem para que nos adaptemos ao meio em que vivemos, permitindo que possamos nos proteger expressar o que nos foi agradável ou desagradável e perceber quando ultrapassamos limites”, explica a psicóloga clínica Inês Cavalieri, que atua em aconselhamento e diagnóstico psicológico.
O amor é um sentimento, a saudade é outro. Mas, o nosso objetivo aqui é abordar aqueles sentimentos materializados pela ação ou que a sua manifestação em exagero pode prejudicar o individuo e as pessoas que o cercam. É as emoções perigosas como a raiva, o medo, que em excesso podem trazer danos irreparáveis. Excessos? Ações? “As emoções são sentimentos que podem levar a uma ação. Um sentimento de cólera pode levar a um ataque, um sentimento de tristeza provoca o choro”, esclarece Inês Cavalieri.
Perigo do descontrole
Os sentimentos são fundamentais para a vida, porém, a falta de controle dos sentimentos é tão grave quanto a inexistência deles. Os sentimentos precisam estar equilibrados, caso contrário, o descontrole faz com que você perca o domínio sobre si mesmo, destrói relações de amizade e inviabiliza o convívio em sociedade. E mais: o descontrole constante é responsável por doenças físicas e psicológicas. Alarmante, não? A saída é: vigie e dome os seus sentimentos, antes que eles consigam dominar você.
Lembre-se: não se trata de bloquear esses sentimentos. Na dose certa, eles são fundamentais. Uma pessoa sem agressividade nenhuma não terá força para lutar pelas suas conquistas, se não for ciumenta, não conseguirá cuidar do que é seu. Eles precisam existir, mas em equilíbrio, na dose certa. Eles devem ser externados na hora e na dose certa. Controlados eles só podem fazer bem a sua vida, pois foi para isto que eles foram feitos. “O medo ou a ansiedade, por exemplo, em pequenas doses, pode ajudar você a não se arriscar demais num negócio ou fazer com que você planeje e se prepare para enfrentar melhor uma situação difícil. As emoções também podem funcionar como molas propulsoras para enfrentar desafios”, completa a Ph. D. em psicologia Ana Maria Rossi, especialista em biofeedback e presidente da Isma-Br (International Stress Management Association, associação internacional que estuda o estresse e suas formas de prevenção).
E por falar em estresse, um alerta importante: o descontrole das emoções pode causar e agravar doenças. Pessoas irritáveis tendem a ter mais enxaquecas; o medo descendo a ladeira é péssimo para o coração etc. Isto porque o descontrole maltrata o descontrolado, as vítimas e, finalmente, faz muito mal para o corpo do descontrolado.
Porém, para domá-las é preciso saber a sua função, reconhecê-las, saber a causa e a melhor forma para retomar o equilíbrio. Mas como? A fórmula para colocar as suas emoções nos eixos não existe. É muito complexa, depende da sua força interior, do seu histórico de vivências, das suas crenças e, em muitos casos, requer a ajuda de um especialista. O que existe são alguns caminhos que podem ajudar você a construir o seu próprio autocontrole. Vamos a eles.
RAIVA
O que é? Primeiro: a mais destrutiva das emoções. Uma sensação de revolta que faz com que você tenha vontade de gritar, ou esbofetear o rosto de alguém. Geralmente ocasionado quando algo que você considera correto e justo lhe é negado, burlado ou negligenciado. Pode ir desde uma vaga no estacionamento até um processo perdido (por negligência do seu confiável advogado).
A raiva surge diante de situações de frustração que despertam a agressividade. Temos raiva quando algo nos desagrada e, por isso, sentimos aquela vontade, geralmente controlada, de “voar no pescoço de alguém”, diz Inês Cavalieri.
Que aparência tem? Lábios cerrados, sobrancelhas arqueadas, respiração acelerada, pupilas dilatadas, taquicardia, músculos contraídos. Em casos mais graves de descontrole: faces intensamente vermelhas (caminhando para o roxo beliscão), olhos arregalados e ameaçadores.
Importância para a sobrevivência - Ferramenta que serve para você defender o seu território, seu ponto de vista, sua vida, além de ajudá-lo a reforçar e manter os seus limites pessoais, profissionais, sociais. “Uma dose de agressividade serve para que você possa enfrentar as dificuldades, defender seus interesses e satisfazer suas necessidades. Sem ela você se tornaria apático”, lembra a psicóloga.
Quando passa da medida - Você já ouviu as expressões “pavio curto” ou “ferver em pouca água”? O termômetro de que a sua raiva passou da medida é quando você entra em estado de ira profunda por um motivo que merecia um simples aborrecimento, isto é, suas explosões são inadequadas. Por exemplo: basta que um amigo se atrase dez minutos, e você já está pronto para explodir. Um incidente no trânsito, você não pode esfolar o infrator (ou devolver a malcriação), é razão de sobra para estragar o seu dia. No trabalho, esqueceram de entregar imediatamente uma encomenda esperada (e que ninguém sabia da urgência) e pronta: você reivindicou aos berros a cabeça do negligente, amaldiçoado e incompetente responsável. Enfim… por tudo e por nada você quase sufoca de tanta raiva.
Mas, cuidado. A raiva velada também é ruim. É como se fosse o mesmo veneno, porém, em doses pequenas. Se é velada, como saber? Este tipo de ira geralmente se autodenuncia através do senso de humor. Não na falta de humor, como é óbvio, mas no tipo de humor. Sob a raiva, muitas pessoas ficam sarcásticas, ácidas, irônicas. De acordo com especialistas 90% do que se passa por humor é, na verdade, uma raiva contida e persistente. Neste caso - e aqui uma questão de estilo do raivoso - a raiva é disfarçada por comentários supostamente humorados, alfinetadas esporádicas, opiniões impiedosas.
Como retomar o controle - Com a civilização, os ensinamentos religiosos e as regras sociais, muitos aprenderam a “engolir” a raiva. Uma atitude nada recomendada. Por quê? As especialistas afirmam que esta medida cria pontos sensíveis que quando são tocados transformam-se em vulcões de ira. Você já presenciou explosões de iras inadequadas e ouviu do raivoso a justificativa “desculpe, mais isto foi a gota d”água”. É isto. Disfarçar ou engolir a raiva é pior. Quando ela se manifestar (e ela algum dia se manifesta), virá com força dobrada, com todo o radicalismo dos não atendidos.
E não subestime a raiva. “A raiva é a mais devastadora de todas as emoções. É intensa, é como se fosse a base de um vulcão, algo em ebulição que consome muita energia. Raiva em excesso gera processos depressivos e autodestrutivos. Não só para o próprio raivoso, mas também para quem convive com ele. Pessoas que não conseguem lidar com a raiva têm 65% mais chance de ter problemas cardíacos”, afirma Ana Maria Rossi.
O que fazer? Primeiro, utilize a sinceridade, quando ficar com raiva diga que está com raiva e explique os seus motivos. Tente expor suas razões e escute a opinião do outro. É uma forma de aliviar e refletir sobre os verdadeiros motivos, além de o outro saber quais são os seus limites. Sim, pois haverá motivos de raiva incuráveis e as pessoas a sua volta precisam saber que exatamente sobre aquele ponto a sua tolerância é zero. Estabeleça quais são os seus limites.
Outra forma de minimizar uma raiva freqüente é rever os seus conceitos. Por que isto tem de necessariamente fazer tão mal a você? Segundo as especialistas, a raiva pode ser fruto de padrões ou expectativas pouco realistas em relação às outras pessoas e se este for o caso, cabe o exercício da tolerância e da flexibilidade.
Você não faz a mínima idéia se o seu nível de raiva é aceitável ou adequado? Peça feedback, toque no assunto e mencione que você se sente tenso ultimamente, pergunte se o outro não concorda.
E recomendação importante: não cultive a raiva! De acordo com Ana Maria, a raiva é muito comum nos conflitos de trabalho. Raiva do chefe, por exemplo. O subordinado acha que não tem o reconhecimento pelo seu trabalho, que nunca recebe uma palavra positiva. Este quadro é muito perigoso e não pode ser alimentado. “Você pode começar um processo de sabotagem e prejudicar a produção de todos a sua volta, a sua e, em última instância, prejudicar a empresa.” Para controlar a raiva é fundamental expor o que você está sentindo, conversar com o chefe, por exemplo”, diz ela.
Se o seu chefe for intratável ou você simplesmente não o suporta, tente ainda uma solução a curto prazo: a válvula de escape da atividade física intensa. A raiva faz muito mal ao corpo, então, nada melhor do que tratá-lo também. Em médio prazo: procure outro emprego.
MEDO
O que é? Mãos suadas, um pavor que percorre cada centímetro da sua pele, blackout mental. Pode sentir-se medo de qualquer coisa: de inícios, de fins, de locais fechados, de mudança, de falar em público… “O medo é a base dos distúrbios de ansiedade e desencadeia as fobias. 13% da população sofre de fobias. As mais comuns são as fobias de lugares abertos, altura, insetos/animais e lugares fechados”, dia Ana Maria.
Que aparência tem? Taquicardia, boca seca, mãos suadas, pupilas dilatadas. Estas e outras reações metabólicas são desencadeadas, levando à produção de cortisol (hormônio relacionado ao estresse). “A presença do hormônio no organismo pode causar tontura, transpiração excessiva, dificuldade em raciocinar, náuseas, palpitação”, detalha ela.
Importância para a sobrevivência - O medo prende a nossa atenção e ajuda-nos a evitar situações perigosas. “O medo é um mecanismo de defesa ativado em caso de perigo real, que prepara o corpo para enfrentar uma ameaça ou fugir dela. Quando, ao atravessar a rua, você ouve uma buzina, automaticamente seus batimentos cardíacos se alteram e seu corpo se prepara para correr”, explica a psicóloga Inês Cavalieri. Este efeito físico do medo se consiste em um dos seus principais prejuízos quando ele surge em um contexto inadequado. Imagine que você não tem controle sobre o seu medo e está fazendo um teste muito importante para a sua carreira. O quadro é: você não consegue se controlar, está apavorado. O medo, neste momento, já desencadeou o processo que confere mais força e energia para a luta ou a fuga, isto é, boa parte do sangue desviou-se do cérebro para os músculos. Mas no teste você precisa do cérebro 100%. E agora?
Fora de si - O sinal do medo inadequado é traduzido por situações que teoricamente deveriam agradar a você, mas, inexplicavelmente, o apavoram. Por exemplo: viajar, iniciar um novo relacionamento, iniciar um esporte…
Como retomar o controle - E aqui a ironia. Medo todos temos, o que é preciso é a coragem para enfrentar o medo. Sim, pois esta emoção não tem outro jeito. É preciso encará-la mesmo. Exatamente o que você pensou. Tem medo de avião? A cura: andar de avião. Medo de falar em público? A cura: falar em público.
É difícil e envolve uma boa dose de sofrimento, mas é possível. Comece em pequenas doses, pequenos riscos. Outro recurso valioso é fazer uma espécie de lista do que pode ocorrer se a tarefa assustadora resultar em derrota. Quando somos capazes de visualizar saídas é mais fácil dar os primeiros passos.
Todos os tipos de medo têm pouco de racional, por isso, este exercício funciona. Falar em público pode acarretar o que de mal? Você esquecer o discurso? Gaguejar? Isto não constitui um perigo real. “O medo é uma reação aprendida, portanto, para vencê-lo é preciso admiti-lo, compreendê-lo e reavaliá-lo. É preciso avaliar se o medo é proporcional ao risco efetivo. Conhecendo melhor os riscos talvez seja possível redimensionar o medo”, completa Inês Cavalieri. Lembre-se de que tudo que pode acontecer é acontecer o pior, e isto provavelmente já lhe aconteceu.
INVEJA
O que é? Desejo urgente de possuir alguma coisa que pertence a outro. O invejoso, sempre que recebe uma notícia boa, questiona-se por que aquilo não aconteceu com ele. Vê o proprietário de um objeto e pensa: quero um igual… “Percebemos a inveja quando existe um sentimento de incapacidade diante do querer ter algo que pertence ao outro, ou de querer ser algo que o outro é”, afirma Inês Cavalieri.
Que aparência tem? Semblante de desconforto, desolamento, grande ansiedade, sentido de urgência. Em alguns casos: olhos arregalados e fixos (alguns - diz a crença popular - têm o poder de matar plantas).
Importância para a sobrevivência - Faz com que você saiba exatamente aquilo que deseja para você, além de funcionar como um motivador de conquistas.
Fora de si - Manifesta-se, principalmente (se não for patológica,) quando você está em baixa. É muito difícil não invejar os bens alheios quando se está sem dinheiro para o básico, por exemplo. Justificativas à parte em nome da tal da inofensiva inveja saudável, os efeitos colaterais são terríveis para o invejoso que passou da medida. Estes vivem insatisfeitos, pois estão sempre desejando e valorizando o que é dos outros, nunca o que é seu. Também não lhe sobra tempo para cuidar de sua própria vida, pois está sempre cobiçando o carro novo do primo, a grama verde do vizinho, a excelente forma da amiga, o prato pedido na mesa ao lado etc. Mas o sinal mais grave de que a inveja está caminhando para a patologia é quando o invejoso passa a ter raiva do invejado. “A inveja foge do controle quando gera raiva pelo outro ter ou ser o que se deseja, levando à vontade de tirar, destruir ou estragar o objeto de desejo. É o tal do “se eu não posso ter, então que ninguém tenha”, continua Inês Cavalieri. O mundo do trabalho, então, é um reduto de invejosos. Se o colega ao lado ganha uma promoção, o invejoso passa a produzir uma raiva velada. Como conseqüência, faz pequenas sabotagens para minar o trabalho do outro, erra dados com a intenção de prejudicar.
“A inveja é uma emoção intensa. O invejoso sente como se o mundo estivesse lhe devendo algo e o cobra por não estar no lugar do outro. É como se o mundo conspirasse contra ele”, esclarece Ana Maria Rossi.
Importante: não menospreze a inveja. Ela mata mesmo. O provérbio tem muita sabedoria e há provas. Recorde-se. No Velho Testamento, Caim matou Abel por invejar a sua bondade e a sua ligação sincera com Deus. Na tragédia shakespeariana Otelo, o Mouro de Veneza, Iago, invejoso da vida de Otelo (alta patente no Exército e uma esposa linda), elabora uma intriga perfeita que faz com que Otelo desconfie e mate a sua amada Desdêmona.
Como retomar o controle - Reverta o jogo. Faça a inveja trabalhar a seu favor. Transforme a chama da inveja em munição para lutar pelo que você quer. Quer um carro novo, economize. Quer um corpinho de sílfide? Músculos? Submeta-se a uma dieta. Passe à ação. Se quer um carro novo ou uma silhueta de esportista, vá à luta. Mas, sobretudo, valorize suas conquistas, fale delas para as pessoas, fale do desafio que foi vencê-las, qual foi o seu ponto zero.
Muito bem. O problema é que mesmo de coisas que você sabe que no fundo não quer, mesmo assim, você tem inveja. Ana Maria afirma que racionalizar a situação e desviar o seu foco para o que lhe pertence são maneiras de sair deste ciclo de sentimentos negativos. Como fazer isso? “Tente separar a realidade da fantasia dos fatos, neutralizar as emoções, conversar sobre a questão com um amigo”, complementa ela.
INSEGURANÇA
O que é? Não ter certeza sobre qual é a melhor opção. Sofre de uma total incapacidade para tomar decisões. O inseguro está sempre a se perguntar se este é realmente o trabalho melhor, se o parceiro é suficientemente bom e adequado, se vai dar certo, se deve ir pela esquerda ou pela direito, se pinta de verde ou de amarelo…
Que aparência tem? Semblante atormentado, ar perdido, lábios cerrados.
Importância para a sobrevivência - A insegurança é fundamental para tomarmos decisões corretas e seguras, pois nos obriga a pensar nos prós, contras e conseqüências das escolhas que fazem parte da vida, estão presentes no dia-a-dia da vida humana desde que você nasce até a sua morte. E olhe a importância: somos fruto das nossas escolhas. Logo, o nosso sucesso e o nosso fracasso estão intimamente ligados a nossa capacidade de decidir.
Fora de si - Grandes decisões são inerentes à vida e é normal você passar uma noite em claro diante de uma grande e importante decisão. O indício de que a insegurança está fora de controle, caminhando para a patologia, é quando você se torna incapaz de decidir sobre opções simples do dia-a-dia. Vou almoçar em que restaurante hoje? Qual dos livros eu compro? E mais: uma simples escolha é vivenciada com muito sofrimento.
O que está por trás desse comportamento é: você é incapaz de decidir o que é melhor para você, para a sua vida. No trabalho, então, a insegurança é um desastre! O efeito colateral chega na auto-estima. O inseguro sente-se a pior das criaturas, passa a se esconder, como se alguém fosse descobrir que ele é um embuste. E não tarda a mania de perseguição: “Será que foi comigo? Tenho certeza que vão me culpar”.
“Os inseguros temem afirmar sua individualidade, fazem questão de não serem notados, agem conforme a maioria, cuidam sempre para não chamar a atenção e se possível passam despercebidos”, completa a psicóloga Inês Cavalieri. De acordo com ela, a insegurança é a falta de confiança nos próprios recursos para satisfazer necessidades e desejos. Como aquela pessoa que sempre se sente incapaz de conquistar a pessoa amada, ou aquela que treme só de pensar na possibilidade de o chefe pedir alguma coisa. “A insegurança gera ansiedade. E, em excesso, pode levar à neurose de ansiedade, caracterizada por insegurança e ansiedade constantes (mesmo sem causa específica), deixando a pessoa permanentemente irrequieta. Neste ponto, é necessário buscar uma ajuda terapêutica para conseguir encontrar o equilíbrio.”
Ana Maria lembra que a insegurança está ligada ao medo. A auto-estima deficiente impede que você tenha a coragem necessária para enfrentar as conseqüências das suas escolhas.
Como retomar o controle - A tarefa de eliminar a insegurança passa pelo fortalecimento da sua auto-estima, da sua personalidade (Leia VENCER! número 29, Saiba tudo o que a auto-estima pode fazer por você). É um processo longo que envolve muito trabalho de desenvolvimento pessoal e é preciso buscar os recursos. Muitos optam por uma ajuda profissional, como um terapeuta, para conduzir este processo. Você pode iniciar pelo autoconhecimento. Conhecer suas fraquezas e as suas forças é um ponto importante. Para conquistar isto, a literatura clássica pode ser uma excelente fonte. Autores como Tolstoi e Dostoievski (só para ficar nos exemplos russos) sabem traçar com maestria a alma humana e provavelmente tudo o que você sente estará minuciosamente descrito em seus personagens. Outro recurso que funciona bem é estudar, procure cursos, seminários e workshops de desenvolvimento humano, como inteligência emocional, assertividade, razão e emoção etc. Se você for do tipo empenhado pode até tentar um curso em alguma universidade aberta. Não há nada mais revigorante para a auto-estima do que voltar a estudar. Mais uma? Esteja atento e aberto para aprender coisas novas.
A sensação de fraude? Relaxe. É normal em todos os seres humanos. Aceite-a e procure viver bem com ela.
CULPA
O que é? Você teve a feliz idéia de externar o seu ponto de vista, porém, o seu interlocutor ficou magoadíssimo. Você pensou bem e viu que ele tinha razão? Após a sensata constatação, você sentiu um grande mal- estar? Eis a culpa. “O sentimento de culpa é caracterizado pelo estado de abatimento gerado pela consciência de haver violado algum princípio ou faltado com uma obrigação, de ter feito algo que considera repreensível. “Eu fiz uma coisa que sei que não deveria ter feito””, exemplifica Inês Cavalieri.
Que aparência tem? Semblante angustiado, apreensivo, cabeça baixa, abatimento…
Importância para a sobrevivência - A culpa ajuda a preservar os nossos padrões e funciona como uma espécie de regulador das relações, na medida em que fortalece a crença de que devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. “Ela é essencial para se viver em sociedade desde que impeça a execução de um ato”, completa Inês Cavalieri.
Fora de si - “A culpa pode ter conseqüências desastrosas. Quem sente culpa não vive o momento presente. E como a culpa está relacionada a algo do passado - sem condições de mudar a situação e incapaz de aprender com isso - , ela deixa o culpado em uma posição vulnerável. Quem tem culpa, tem dificuldade de sentir prazer. E isso se reflete nos relacionamentos. A pessoa fica mais introspectiva, triste. É um componente importante da depressão”, detalha Ana Maria Rossi. De acordo com ela, na vida profissional, por exemplo, o sentimento de culpa causa isolamento, afetando a qualidade e a produtividade. ” Quem não consegue se desvencilhar deste sentimento e quando isso prejudica o dia-a-dia, se torna disfuncional, é recomendável a ajuda de um profissional capacitado, como um psicólogo (essa situação vale para todos os sentimentos)”, diz ela.
Como retomar o controle - Ok. Um pouco de culpa é até saudável e contribui para o exercício da generosidade, porém, fique atento ao principal sintoma do caminho da patologia: habito diário de reprimir a si próprio. De acordo com a psicóloga Inês Cavalieri, se você se recrimina por quase todos os seus atos, está sempre se culpando, mesmo que a culpa não seja de fato sua, ou quando você atribui uma culpa muito maior do que a falta cometida, o primeiro passo a ser dado é a revisão dos seus conceitos e valores. Avalie a atitude que gerou a culpa. Você agiu de acordo com os seus princípios? Agiu com honestidade?
Se positivo, você não tem do que se culpar.
Muito bem, mas o problema é que não se trata de atitude, você sente culpa em relação a praticamente tudo. Vive uma angústia terrível por não ter mais sucesso, mais dinheiro, ser mais magro, mas enérgico, mais feliz…
Aqui entramos em outro terreno: a origem da culpa. Quem pensou em Adão e Eva pode estar perto da resposta (e aqui unicamente porque a culpa é inerente à condição humana), mas especialistas afirmam que a mídia pode ser um elemento cultivador de culpas. Todos os dias somos “agredidos” pela visão ideal da perfeição. Jornais, revistas, televisão, propagandas em outdoor mostram que é preciso ter o corpo perfeito, comer coisas saudáveis; apontam só pessoas bem-sucedidas, inteligentes, felizes. E mais: ameaçam quem pretende fugir das regras. Morte precoce para os fumantes, feiúra e solidão para quem tem celulite, doenças diversas para quem tem excesso de peso, e assim por diante. Saída possível? Leia, informe-se e adquira uma visão crítica sobre as informações veiculadas e, se possível, exponha-se menos ao bombardeamento da mídia.
O invejoso sente como se o mundo estivesse lhe devendo algo e o cobra por não estar no lugar do outro. É como se o mundo conspirasse contra ele”, diz Ana Maria Rossi.
“O sentimento de culpa é caracterizado pelo estado de abatimento gerado pela consciência de haver violado algum princípio ou faltado com uma obrigação, de ter feito algo que considera repreensível. Eu fiz uma coisa que sei que não deveria ter feito”, completa Inês Cavalieri.
Add comment junho 10, 2008
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Influência familiar é decisiva na escolha profissional
A escolha da carreira profissional, uma das decisões mais importantes da vida, é condicionada por vários factores, assumindo a família uma especial importância nas questöes sócio-emocionais, que são fundamentais para a tomada de decisão. “Não basta gostar muito e ter vocação, como antigamente se pensava, é preciso reunir um conjunto de habilidades e capacidades para desempenhar uma profissão”, afirmou hoje Marisalva Fávero. A especialista, que presidiu às Jornadas Internacionais de Orientação Escolar e Profissional, a decorrer no Instituto Superior da Maia (ISMAI), salientou que “uma pessoa pode ter vocação para ser médico, mas não ter competências emocionais e cognitivas para essa profissão”.
Nas jornadas estiveram em análise os diversos factores que interferem na escolha que os jovens têm que fazer quanto à sua carreira profissional, uma opção que tem que ser tomada pela primeira vez aos 14 anos. “Não é possível definir o peso de cada factor na escolha da profissão.
Os diversos factores envolvidos vão interagindo ao longo do desenvolvimento, interferindo com a escolha em todos os níveis”, frisou Marisalva Fávero, salientando, no entanto, a importância do ambiente familiar. “É de pequenino que se torce o pepino”, acrescentou, defendendo que “é desde pequeno que se ajuda as pessoas a responsabilizarem-se pelas suas opções”.
Segundo Marisalva Fávero, existe uma “influência transgeracional na escolha da profissão”, salientando o papel que é desempenhado pelos pais e pelos avós. Esta questão foi abordada pela especialista espanhola Elvira Repetto Talavera, numa comunicação que apresentou nas jornadas sobre as implicações das competências sócio-emocionais. Na sua intervenção, defendeu que as famílias democráticas geram nos jovens competências como auto-confiança, auto-controlo, alegria, curiosidade e cooperação, enquanto as famílias autoritárias promovem temor, apreensão, infelicidade, ausência de objectivos e vulnerabilidade perante os outros.
Por outro lado, as famílias permissivas criam nos jovens competências como rebeldia, falta de confiança, impulsividade e agressividade. “Com a educação emocional não se obtêm benefícios materiais, mas atinge-se maior profundidade em cada contacto humano, em cada relação interpessoal”, defendeu a especialista espanhola.
A orientação profissional, apesar de ser uma actividade já com raízes em Portugal, enfrenta actualmente novos desafios, como o facto de a escolha da profissão já não ser, obrigatoriamente, uma decisão para toda a vida. “A escolha pode ser muito clara e a pessoa pode responsabilizar-se por ela, mas isso não quer dizer que não possa mudar”, defendeu Marisalva Fávero, salientando que a constante mudança e novidade da vida moderna faz com que as opções profissionais tenham deixado de ser “para toda a vida”.
Nesse sentido, a especialista brasileira, radicada há quase duas décadas em Portugal, defendeu que se “deve retirar (aos jovens) o peso de assumir uma escolha para toda a vida”. “Actualmente, esta questão coloca-se em todas as áreas do nosso comportamento, mas no caso profissional é extremamente importante porque vai marcar e ocupar uma grande parte da nossa vida”, frisou.
Para Marisalva Fávero, o mais importante é que a escolha profissional seja feita com conhecimento, alertando que “muitas vezes, escolhe-se uma profissão porque se conhece alguém com essa actividade que tem um bom carro ou viaja muito”. “É preciso trabalhar a informação profissional”, defendeu, salientando que o papel dos especialistas nesta área “não é tanto orientar, mas facilitar a escolha”.
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EDUCAR A ALMA
Uma educação que queira facilitar a arte de conviver terá de se lançar na revolucionária proposta de uma alfabetização psíquica. Trata-se da tarefa ousada e imprescindível de colocar a alma nos bancos escolares, desde o pré-primário até as universidades, facilitando que o aprendiz desenvolva a inteligência psíquica. Sobretudo com o desenvolvimento das funções básicas, pesquisadas por Jung: pensamento, sentimento, sensação e intuição. A educação convencional apenas se tem ocupado, de forma fragmentada, com o pensamento e a sensação. Incluir nos nossos currículos o tema do sentimento e da intuição, harmonizando-as e integrando-as com as demais, é uma tarefa de grande alcance e pertinência, visando o resgate de uma consciência mais vasta, de integridade e de inteireza.
Educar a alma é desenvolver, também, a inteligência emocional. Sabemos que há emoções naturais, que representam verdadeiros mecanismos homeostáticos, que ajudam o organismo na sua sobrevivência individual e colectiva. Necessitamos de uma pedagogia do afecto, que facilite o desenvolvimento de vínculos afectivos. A alegria é uma lição fundamental, na escola da existência. A tristeza é uma estratégia saudável, no contacto com as perdas. Aprender a lidar com a raiva é imprescindível, na relação com o mundo. E o medo é outra lição que precisa ser trilhada, no confronto com o desconhecido. Quando o aprendiz não tem acesso ou reprime a expressão emocional das emoções autênticas, um disfuncional repertório emotivo substitutivo é adquirido. Na análise transacional, conhecemos bem o que são denominados “disfarces”, emoções distorcidas que encobrem as naturais, que estão interditadas. Os mais típicos disfarces são a ansiedade, depressão, fobia, inadequação, culpa, vergonha, ressentimento, ódio, inveja, ciúme, vingança, triunfo maligno, entre outros.
Por outro lado, é necessário o desenvolvimento da inteligência onírica. Este é um capítulo muito importante na nova educação. Sonhar constitui um nível de realidade que tem a sua lógica própria, complementar à da vigília. Estudar o Livro dos Sonhos, registando, cuidando e aprendendo a aprender com os sonhos nossos de cada noite, é uma tarefa básica para o auto desenvolvimento. No Ocidente, o sonho tem sido objecto de pesquisa científica há mais de um século, a partir da escuta analítica e psicoterápica até aos complexos laboratórios. Sabemos que o sonho exerce uma função compensatória, corrigindo a unilateralidade da consciência de vigília. Equivalente aos pensamentos, os sonhos representam valiosas amostragens existenciais, reportagens do processo de individuação. Apontam direcções criativas, soluções inesperadas, advertências, também vinculando-nos ao inconsciente colectivo. Às vezes, são verdadeiras parábolas, plenas de múltiplos sentidos. Aprender a cuidar dos sonhos e a honrá-los no quotidiano, ampliando a arte interpretativa, faz parte de um existir lúcido, com qualidade psíquica.
Já há escolas, como a Casa do Sol, da Unipaz-Brasília, onde as crianças iniciam a jornada diária partilhando os seus sonhos, como em certas culturas tribais, onde a alma é valorizada e, também, educada.
Os antigos Terapeutas da Alexandria estudavam as escrituras também para se qualificarem na arte de interpretar os sonhos. E pesquisavam-nos, para se aperfeiçoarem na arte de compreender os textos sagrados, as crises e as doenças. Uma tarefa bastante nobre de uma educação integral é a de facilitar a abertura de visão e de escuta para o exercício de uma inteligência hermenêutica, que habilite o educando a interpretar e compreender os sonhos, pesadelos, tombos, encontros e desencontros da jornada existencial.
Finalmente, uma alfabetização psíquica solicita, também, o desenvolvimento da inteligência relacional. Carl Rogers afirmava que o grupo foi a maior descoberta do século XX. Neste século, foram criadas e aperfeiçoadas técnicas e dinâmicas de grupo, variadas e sofisticadas. Por que não empregá-las no quotidiano escolar? Como aprender a conviver sem o exercício do envolvimento grupal e comunitário, com uma facilitação competente, de forma a se adquirir competências atitudinais diante dos conflitos, dificuldades e impasses do coexistir? Uma educação profilática é a que facilita a aquisição de responsabilidade, ou seja, habilidade em responder. Assim, a educação exerceria a sua função preventiva, diante de tantas mazelas, a nível individual, social e ambiental, derivadas da ignorância psíquica, do desconhecimento dos recursos da alma.
Entretanto, se o nosso pressuposto for meramente psicossomático, estaria totalmente inviabilizada a pedagogia iniciática. Para aprender a conviver, necessitamos do resgate da consciência psíquica (…)
Com base no novo paradigma científico - o paradima holístico - os Cursos da Unipaz assentam numa proposta pedagógica inovadora, reconhecida pela UNESCO, com vista a uma Educação Integral - uma Alfabetização Racional, Emocional e Noetica.
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